Recital Final


Chegamos ao final de mais uma etapa! neste vídeo está retratado o resultado de todo um trabalho percorrido não somente nesse estágio 4, mas durante todo o curso de licenciatura em música!
Vimos a importância de ser ter um estudo dirigido e sistematizado, para que os resultados almejados possam vir a ser alcançados. Contudo todos os entraves que tivemos durante esse período foram contornados e sanados em tempo hábil, e com isso ganhamos maturidade ao ensinar.
Nossos pensamentos e atitudes quanto ao ensino musical se transformou e continuará se transformando durante nossa carreira, 
Concluindo, destaco também o quanto precisamos como educadores musicais, rever alguns conceitos relativos ao ensino e à aprendizagem de música, dentro e fora do ambiente escolar e, consequentemente, nossas práticas educativas. Assim procedendo, teremos músicos mais completos em sua formação técnico e teórica, dispondo de recursos que favoreçam suas habilidades, competências e criatividade, e que essas possam estar entrelaçadas e participativas, com a realidade vivenciada na música em nossa contemporaneidade.


                                           Ensino formal X informal


Aqui venho colocar algumas análises sobre esses dois procedimentos dentro da educação musical. coloco a disposição dos leitores relatos e estudos de autores e pesquisadores referentes a essas modalidades de ensino, e consequentemente o leitor possa refletir sobre tais procedimentos não como um meio comparativo indagando qual desses processos possa ser o melhor, mas sim, como eles possam se relacionar e se completarem!



O termo "Educação Musical" abrange muito mais do que a iniciação musical formal, isto é, é educação musical aquela introdução ao estudo formal da música e todo o processo acadêmico que o segue, incluindo a graduação e pós-graduação; é educação musical o ensino e aprendizagem instrumental e outros focos; é educação musical o ensino e aprendizagem informal de música. Desse modo, o termo abrange todas as situações que envolvam ensino e/ou aprendizagem de música, seja no âmbito dos sistemas escolares e acadêmicos, seja fora deles. (ARROYO, 2003).

Uma das diferenças entre os modos de aprender formal e informal reside no fato de que o primeiro foca mais na figura do professor que tem sempre conteúdos a serem ensinados e os alunos tendem a ser receptores mais passivos no processo de ensino-aprendizagem (GREEN, 2001).
O processo formal implica também numa escolha e sistematização de conteúdos legitimados pela Escola e que normalmente são transmitidos de forma gradativa, ou seja, do simples ao complexo.

Professor e aluno!

                                     Algumas reflexões!


     Nesse período estive em frente a vários desafios, e dentro desse contexto nos perguntamos como agir, proceder, de maneira que possamos corresponder às expectativas e anseios próprios, e também de nossos alunos? Pois bem, estamos sempre na luta para desenvolvermos nossa missão (ensinar) da melhor forma possível dentro de nossas possibilidades e da realidade do ensino musical em nosso país, contudo, mesmo com todas as adversidades, nos comprometemos sempre em expor nosso conhecimento e empenho para um resultado satisfatório perante nossos alunos. 
     Aqui ressalto a importância do professor como o mediador do conhecimento, aquele que tem em seu papel não apenas  informar mas "formar" opiniões, fazer o aluno questionar, pensar, opinar, o professor é um elo entre o saber e o aprendiz!


                                              Aula 3- 4

Este nosso último estágio está sendo muito promissor, devido ao fato de ser de escolha livre, ou seja; podermos escolher a unidade de ensino, isso nos dá a oportunidade de se trabalhar com entidades e organizações as quais estão fora do foco de escolas públicas onde a realidade do ensino musical é bem diferente dessas organizações. Contudo pude perceber através dos fóruns e blogs dos colegas, que este último estágio está sendo bem mais musical que os anteriores e isso é algo enriquecedor para nós e nossos alunos!
1) Para que ensinar o que estou propondo?
Para a integração dos assuntos pertinentes ao ensino musical como: teoria, técnica de execução de cada instrumento envolvido, desenvolver o senso de responsabilidade do aluno, bem como sua coordenação motora e auditiva através da prática musical.

2) Como ensinar?
Através de recursos técnicos e da própria prática em si, recursos esses como a introdução de metrônomo, bateria eletrônica, com o intuito de desenvolver a percepção rítmica de cada aluno além de estabelecer a precisão em sua execução. O ensino de grupo também será desenvolvido com os alunos, pois esses estarão tocando juntos a mesma peça musical compreendendo as etapas e meios para a prática musical em conjunto.

3) Como meu aluno pode aprender?
Primeiramente pela observação, as orientações dadas pelo professor devem ser compreendidas e absorvidas pelos alunos, as dúvidas serão resolvidas de imediato e se preciso for; o caso em questão será isolado e estudado separadamente até que seja solucionado por completo, os alunos envolvidos já têm um conhecimento prévio dos elementos musicais como: acordes, leitura de cifras e tablaturas, conhecimento e execução de ritmos básicos, com isso o aprendizado se torna mais fácil e atraente para eles.

4) Como avalio essas aprendizagens?
Como um processo que se estende não só no caráter musical, mas também compreende o lado de sociabilidade, sendo que o aluno envolvido aguça outros lados de sua própria personalidade, como o compromisso de executar tal peça musical com os demais colegas, assim sendo fica estabelecido o respeito mutuo entre os executantes onde se ouve e se é ouvido dentro do contexto musical como um todo.

5) Reflexão sobre o conteúdo estudado
Todas as etapas estabelecidas para a prática de conjunto foram organizadas em uma sistemática gradativa de aprendizado, cada aluno estuda o material proposto individualmente para que todas as dúvidas que possam surgir sejam sanadas, e posteriormente são agregadas funções e técnicas de um maior grau de dificuldade, como a divisão das partes da peça a ser executada; introdução, solo, acompanhamento, andamento etc.
6 ) Relação Escola/Locus com a Sociedade
Como dito anteriormente, a sociabilização da prática de conjunto talvez seja o ponto mais alto na questão de troca de conhecimentos, pois a dúvida ou dificuldade de determinado aluno pode ser a mesma de um outro, com isso a troca de ideias se torna mais fácil pois o pensamento está direcionado ao mesmo tópico ou assunto, onde os próprios alunos se ajudam mutuamente em razão da execução coletiva.

                                            Prática reflexivas:


1) Para que ensinar o que estou propondo?
A proposta desse estágio é a prática de conjunto, onde o aluno é preparado não apenas tecnicamente  praticando os conceitos para uma boa execução instrumental, mas também explorando o caráter emocional, afetivo e social, o respeito por seu instrumento e os demais músicos envolvidos no processo.

2) Como ensinar?
Neste sentido estou desenvolvendo aulas individuais, onde são explanadas as partes da peça a ser executada, como: introdução, solo, ritmo, andamento etc. A maioria dos alunos já tem um razoável conhecimento técnico de seu instrumento, todos lêem tablatura e cifras o que facilitou a nossa comunicação, o processo de transmissão entre eu e os alunos se dá por meio da execução prática de cada etapa anteriormente mencionada.

3) Como meu aluno pode aprender?
O aprendizado se dá por meio prático, haja visto que os alunos já tem um razoável conhecimento técnico e teórico, lógico que alguns com mais desenvoltura devido ao tempo de estudo e experiência já adquirida ao longo de seus estudos. Após todas as definições das partes que envolve a música a ser executada, o aluno é desafiado a ler a tablatura do solo introdutório, sem a preocupação com a divisão rítmica do mesmo, em primeira instância o que nos interessa é a digitação e as notas melódicas, sua memorização é feita através de seguidas repetições e posteriormente realizamos a melodia dentro da métrica rítmica.

4) Como avalio essas aprendizagens?
Como estamos trabalhando com alunos de níveis técnicos diferentes, alguns entraves aparecem, alguns tem maior dificuldade em manter o ritmo, outros a velocidade, sonoridade irregular, mas tudo isso é resolvido de acordo com a necessidade do momento, através da repetição onde isolamos aquele determinado problema, e refazemos as correções necessárias. Ainda não sendo possível o completo solucionamento, o aluno é instruído a praticar fora do ambiente escolar tais tarefas a fim de eliminar esses problemas.

5) Reflexão sobre o conteúdo estudado
O conteúdo é exposto de forma gradativa, é explicado com detalhes sobre como fazer e executar, sempre começo pelo mais simples, um assunto ou prática que o aluno já tem um maior domínio ex: um aluno que tem uma boa execução rítmica, começamos por essa etapa, pois assim o aluno sente-se confiante para passar para a próxima etapa que será mais trabalhosa, ou de um grau de dificuldade maior.

6) Relação do conteúdo com o contexto


Como estamos trabalhando a prática em conjunto, é essencial o conhecimento do papel que cada aluno envolvido se coloca dentro desse projeto, o ouvir e ser ouvido; seu instrumento ser percebido dentro de um grupo no momento propício, e também ouvir os demais colegas esse convívio faz com que o aluno perceba a importância de uma prática coletiva, onde um depende do outro e essa troca de ideias e conhecimento é parte fundamental para um resultado final positivo e satisfatório.

                              Aqui meu projeto de Estágio 4



 1° Versão Projeto de Estágio

IDENTIFICAÇÃO
Nome do estagiário: Marcelo de Assis Felipe
Local de atuação: JAM instituto musical
Nome da professora cooperante: Felício Jr.
Faixa Etária dos Alunos: 11 - 50 anos


1. TEMA DO PROJETO
Prática de conjunto

2. INTRODUÇÃO:
O presente projeto tem como finalidade a prática de conjunto ou seja; como diferentes instrumento podem ser inseridos em um determinado arranjo musical, bem como cada instrumento e instrumentista se comporta dentro desse contexto.
As aulas serão aplicadas na escola de música JAM instituto musical, situada na cidade de Anápolis no bairro Jundiaí, onde a mesma consta com uma boa estrutura física de suas dependências, as aulas ali ministradas constam das seguintes categorias de  instrumentos: violão, guitarra, baixo, viola, teclado e bateria, todas as aulas são ofertadas individualmente com jornada de uma hora semanal, onde o aluno escolhe o dia e horário de acordo com a disponibilidade dos mesmos.
Todas as salas são equipadas com mesa, cadeira, estante de partitura, instrumentos (professor e aluno), cabos, amplificadores, acessórios, computadores com softwares destinados ao desenvolvimento técnico e teórico: samplers, metrônomos, editores de partitura etc. além de tratamento acústico na sala de bateria.
Existe também um acervo musical, com discos (vinil) CDs, e livros para pesquisa e consulta de alunos e professores, consta também de uma área externa de maiores dimensões onde são realizadas apresentações de alunos, professores, palestras, workshops de outros professores e músicos convidados.
Os alunos envolvidos no projeto, serão alunos de instrumentos variados e de níveis técnicos diferentes, bem como a faixa etária, onde alguns já constam com a experiência de tocar em conjunto seja em bandas, igreja ou duos, em contrapartida teremos alunos que apenas estudam e nunca fizeram essa prática de se tocar em grupo.
As aulas serão ministradas em horário extra aos horários fixos dos alunos envolvidos, onde estas terão cerca de dois a três alunos por vez, onde serão realizados os procedimentos vigentes ao como se tocar em conjunto, e posteriormente ao final do projeto será realizada a apresentação final com todos os alunos envolvidos.

3. OBJETIVOS

3.1 OBJETIVO GERAL:

ü     Desenvolver a prática musical em conjunto, utilizando instrumentos musicais variados.

3.2 OBJETIVOS ESPECÍFICOS:

ü     Aprimorar o senso rítmico;
ü     Desenvolver a coordenação entre instrumento e canto;
ü     O uso correto do metrônomo e sua prática
ü     Aprimorar as percepções sensoriais quanto ao uso de dinâmicas (forte, fraco)
ü     Desenvolver habilidades nos quesitos: solo e acompanhamento
ü     Como ouvir os demais instrumentos dentro de um grupo musical;
  ü  Desenvolver a habilidade de execução em grupo, de leitura de tablatura
  ü  e de cifras;

4. RECURSOS MATERIAIS:
 ü  Note book
 ü  Filmadora
 ü  Violões
 ü  Violas
 ü  Baixo
 ü  Percussão
 ü  Cadeiras
 ü  Estante de partituras

5. RECURSOS DIDÁTICOS:
 ü  Metrônomo
 ü  Bateria eletrônica
 ü  Lápis, borracha, caneta.
 ü  Folhas de pauta em branco
 ü  Letra musical cifrada
 ü  Tablaturas

 6. FUNDAMENTAÇÃO TEÓRICA:

 Rodrigues (2007)  relata o processo utilizado por um grupo de estudantes de violão onde estes nunca tiveram aulas formais, retrata o aprendizado informal nato com pessoas de seu cotidiano colegas ou professores não qualificados (observar e copiar) tirar músicas de ouvido, utilização de cifras, revistas, vídeos e internet, violão como instrumento popular de vasta amplitude, sendo que sua utilização pode ser inserida em formações musicais variadas: duos, trios, como instrumento acompanhante ou solista, bandas, e por ser bastante acessível economicamente, concomitante a ele Green (2010) se refere às orientações musicais dadas por um professor informal, como sendo o desprendimento dos conceitos formais do ensino musical, observação e distanciamento com o propósito de auxiliar os estudantes a alcançarem seus objetivos que estes mesmos traçaram, também retrata o aprendizado do professor a partir de indagações de seus alunos. Em contrapartida Feichas (2007) trata sobre as diferentes atitudes de alunos inseridos em um curso superior de música considerando suas formações anteriores definidas como: formais, informais ou mista, como a música é ensinada dentro da faculdade e a realidade fora dela, vantagens e desvantagens do aprendizado formal e informal, de forma semelhante Wille (2005) relata as controvérsias entre ensino formal e não formal ou informal, as experiências e vivências não formais dos estudantes fora da escola, educação musical como prática sociocultural, condições e locais para uma boa prática musical.
Almeida (2005) realiza a identificação da formação dos profissionais que ministram aulas de música em projetos sociais, as concepções de tais profissionais em relação ao ensino musical, descentralização do ensino musical, miscigenação de faixa etária dos alunos participantes, nesse sentido Santiago, (ABEM, pg. 19-32) menciona o comportamento do professor de música perante seus alunos, sua maneira de ensinar e interagir, fazendo divergências entre os que consideram a música como algo essencial na educação de uma pessoa e outros que a consideram como hobby ou como mero mecanismo de entretenimento, além de citar o caráter de ensino do professor que está dividido em quatro vertentes: o professor como caixa postal, como jardineiro, como agente cultural, o professor como músico.

           



7. REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS:


RODRIGUES, Fernando Macedo. Dissertação: Tocar Violão: Um estudo qualitativo sobre os processos de aprendizagem dos participantes do Projeto Arena da Cultura Escola de Música Universidade Federal de Minas Gerais Maio 2007.

GREEN, L., & D’AMORE, A. (2010).Informal Learning. In: A. D’AMORE (Ed.) Musical Futures: an approach to teaching and learning. Resource Pack: 2nd Edition, Section 3, p. 130-170.London: Paul Hamlyn Foundation. Tradução: Flávia M. Narita.

FEICHAS, Heloisa. Processos de Aprendizagem Formal e Informal na Universidade Brasileira. UFMG, Trabalho apresentado no XVI Encontro Anual da ABEM e Congresso Regional da ISME na América Latina – 2007.

WILLE, Regiana Blank. Educação musical formal, não formal ou informal: um estudo sobre processos de ensino e aprendizagem musical de adolescentes. Revista da Abem, Porto Alegre V.13, pg. 39-48 set. 2005.

ALMEIDA, Cristiane Maria Galdino de. Educação musical não formal e atuação profissional Revista da ABEM, Porto Alegre, V. 13, 49-56, set. 2005.

SANTIAGO, Diana. Permanecendo fiel à musica na educação musical. II Encontro anual da ABEM, pg. 19-32.



Meu projeto de Estágio:
O projeto será aplicado na escola de música JAM instituto musical, situada em bairro central da cidade, atende alunos de variada faixa etária, consta com um quadro de seis professores especialistas em seus respectivos instrumentos, que constam de: Violão, guitarra, contrabaixo, viola, bateria, teclado, a escola oferece uma boa estrutura física com salas específicas e isoladas para cada instrumento, essas são equipadas com instrumentos, amplificadores, aparelho de som, computadores, impressoras e material didático de apoio, consta também com espaço para apresentações de alunos, professores e músicos convidados. As aulas nessa unidade de ensino são semanais com duração de uma hora cada aula, e as mesmas são ministradas individualmente (um aluno por horário)
 Tema do projeto:
O tema central será a prática de conjunto, com a execução de procedimentos técnicos como: andamento, ritmo, precisão, dinâmica etc. enfim todos os processos para alcançar  com êxito a prática em conjunto. Fazer com que os alunos conheçam tais procedimentos distribuídos em cada instrumento individualmente e em seguida coletivamente. O objetivo é a conscientização rítmica, o fortalecimento dos conhecimentos já adquiridos, natos dos alunos envolvidos e o amadurecimento desses conhecimentos com a prática musical. A metodologia será TECLA de Swanwick:
T – Técnica (manipulação de instrumentos, notação simbólica, audição).
E – Execução (cantar, tocar).
C – Composição (criação e improvisação).
L – Literatura (história da música).
A – Apreciação (reconhecimento de estilos / forma / tonalidade / graus).